quinta-feira, 24 de setembro de 2009

N.º 3

Foi a relação mais divertida e alegre de todas… com ele tudo era uma festa. O tempo que passávamos juntos, invariavelmente estávamos a rir, a dançar e a cantar, na rua, no carro, onde calhava!
Cruzamo-nos nos corredores da universidade e ambos ficamos com cara de “como é que já ando aqui há 4 anos e ainda não tinha reparado NISTO?!?!”
Um amigo comum deu jeito para entabularmos conversa… apesar de nem um nem outro ter sequer ouvido uma palavra do que o amigo dizia. Não escondíamos que estávamos interessados um no outro, antes pelo contrário…
Entretanto andei de gesso, e ficava a tarde no café, à espera que o meu irmão me viesse buscar, ele fazia-me companhia, fazia-me, recados, contava-me histórias…
Não quis que ninguém assinasse o meu gesso, até o dia em que ele, matreiro e para ver se estava no bom caminho me pede para o assinar… foi o inicio de muitos escritos naquele gesso imaculado!
Na festa de Natal do meu curso, passou a noite a subornar a extracção das prendas… e saí de lá com umas 10 quinquilharias… Apesar de estar cansada, quase a dormir, quando me chegou aos ouvidos que ainda iam para outra discoteca, arrebitei e passei uma noite fantástica.
Pouco depois, começamos a namorar. Adoravamos ir jogar trivial pursuit de máquinas.
Eu vivia sozinha e ele vivia num quarto, pois não era de cá. Depressa passamos a “viver” juntos. Apesar de dormirmos os dois, só passado muito tempo (ele era virgem!) chegamos aos “finalmente”.
Na faculdade não nos dávamos, se nos cruzássemos, podíamos dar um chocho ou nem isso, cada um fazia a sua vida… mas a partir daí, estávamos sempre os dois… fazíamos saídas em grupo quer com os amigos dele, quer com os meus.
Como me dizia: levas-me por uma beirinha!
Fazíamos serão a estudar, e ele não me deixava falar… ( eu estava sempre a interromper o estudo, arranjava sempre um motivo para dizer mais qualquer coisa!) ele criou um sistema de recados… quando um de nós queria dizer alguma coisa, escrevia numa folha…
Um dia, acabou… durou cerca de 4 meses…
Ainda reincidimos, uma vez, mais tarde, mas também não deu.
Quase um ano depois o comentário dele, quando me viu entrar num aniversário de um amigo, foi:
- Sempre que vejo esta miúda, é aquela falta de ar!
Se era assim, não sei porque acabou. Acho que se assustou… deixou de ser virgem, praticamente vivíamos juntos, era o ultimo ano de faculdade (dele) … foi demais, e fugiu.

Nunca mais soube nada dele, nunca mais o vi… mas gostava tanto de o reencontrar!

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