O segundo foi, na realidade o meu primeiro grande Amor, foi e curiosamente, ainda o é.
Foi a relação “de namorados” mais longa que alguma vez tive, foram as primeiras descobertas, os primeiros toques, as primeiras seduções, olhares e carinho, mas também foram as primeiras discussões, as zangas, a primeira vez que fiquei com o coração partido, esfrangalhado…
Lembro-me do primeiro dia em que o vi, à espera da camioneta para o Porto, não sei como ficamos a conhecer-nos, mas uns dias depois começamos a namorar.
Estávamos na discoteca a festejar o aniversário da minha irmã, nós os dois fomos ao bar pedir as bebidas, eu disse-lhe qualquer coisa, e ao mesmo tempo pus-lhe a mão no peito e deixei-a esquecida… Ele pôs a dele em cima da minha, baixamos os braços e ficamos a fazer festinhas na mão um do outro. E continuamos a falar, como se nenhum dos dois tivesse reparado que estávamos de mão dada… até que a minha irmã passa por nós e nos pergunta se namorávamos, e disse(mos) que sim, só passado um bom bocado veio o primeiro beijo, mas que beijo!
Os beijos dele sempre me puseram doida, lembro-me de quando acabamos, eu achava todos os beijos que não os dele, insossos… diferentes… por muito empolgada, achava que eram beijos estranho…
Ninguém me beijou como ele, com aquela intensidade. Dava tudo para poder sentir outra vez tudo o que aqueles beijos transmitiam, bastava-me um só…
E o sorriso dele? Lindo, lindo…
Mas éramos novos, inexperientes, inocentes, e não soubemos aproveitar o que tínhamos. Ele era super ciumento, eu era muito expansiva, com a agravante de sempre me ter entendido melhor com rapazes do que com raparigas, por isso tinha muitos amigos…
Julgo que os dois primeiros anos as coisas correram bem, que só azedaram a partir do terceiro ano, e o quarto ano de namoro foi horrível… discussões constantes, rompíamos e recomeçávamos, até que acabou, ou pelo menos, separamo-nos e andamos um ano sem que efectivamente namorássemos, mas como namorados que vivessem um amor proibido, escondido.
O mais engraçado, é que foi o meu maior Amor, mas não consigo recordar os bons momentos, parece que passei uma esponja… mas ficaram os maus gravados…
Vou tentar ir escrevendo o que me recordo, quer bom, quer mau e como ele deixou raízes tão profundas em mim.
Uma coisa é certa Amo-o! Bastou um segundo, um sorriso, uma expressão facial para todo o amor que sinto por ele tivesse vindo à tona.
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